Matéria especial sobre desempenho extraordinário de startups durante o Covid-19 mostra o case do Portal de Compras Públicas como exemplo de novo normal

O Correio Braziliense, mais tradicional jornal de Brasília, destacou em matéria especial da editoria de Economia desta segunda-feira, 07 de setembro, o desempenho recorde do Portal de Compras Públicas durante a pandemia do Covid-19. Em entrevista com o CEO do Portal, Leonardo Ladeira, o Correio mostra que o Portal conseguiu bater a meta projetada para 2023 logo no primeiro mês de quarentena - tinha negócios com 356 municípios e 55 mil fornecedores no início do ano, mas quase triplicou o volume na quarentena, passando a atender a cerca de 1,1 mil prefeituras e 130 mil fornecedores. E que, nesse contexto, a empresa passou a intermediar negócios que somam R$ 3 bilhões por mês, cresceu muito mas também ajudou as prefeituras a comprarem o que precisavam e os fornecedores a manter suas atividades funcionando na pandemia.

Confira a matéria na íntegra:
 
Startups do DF revolucionam setor da tecnologia e triplicam faturamento
Novo normal dos negócios se traduz em migração bem-sucedida para o digital. Por meio de novas ferramentas para driblar a pandemia e as limitações da quarentena
 
Marina Barbosa
postado em 07/09/2020 06:00 / atualizado em 07/09/2020 16:36
 
 
(foto: Ed Alves/CB/D.A Press)
 
Apesar de ter colocado milhares de empresas em apuros, a pandemia do novo coronavírus representou uma oportunidade de crescimento para muitos negócios. Os sortudos são, sobretudo, do setor da tecnologia e inovação. Afinal, a criatividade e as habilidades digitais têm ajudado famílias e empresas a se adaptarem ao novo normal. E não é preciso ir muito longe para perceber que a crise da covid-19 abriu caminho para oportunidades.
Segundo a Associação Brasileira de Startups (Abstartups), 705 delas já foram criadas no Brasil neste ano. No Distrito Federal, algumas conseguiram triplicar o faturamento em meio à pandemia. Empresa criada em 2016 com o intuito de ajudar municípios e órgãos públicos a realizarem pregões eletrônicos, o Portal de Compras Públicas conseguiu bater a meta projetada para 2023 logo no primeiro mês de quarentena. A empresa permite que os entes subnacionais façam licitações digitais gratuitamente no Portal de Compras Públicas, sem ter que desenvolver o próprio sistema de compras públicas digitais. Tinha negócios com 356 municípios e 55 mil fornecedores no início do ano, mas quase triplicou o volume na quarentena, passando a atender a cerca de 1,1 mil prefeituras e 130 mil fornecedores.
“Na pandemia, os tribunais de contas recomendaram que as prefeituras não fizessem pregões presenciais de natureza alguma, para não expor as pessoas ao risco de contágio pelo novo coronavírus. Isso terminou de empurrar o negócio, que já vinha crescendo desde o ano passado, quando os pregões eletrônicos tornaram-se obrigatórios para as compras realizadas com transferências da União”, contou o fundador e CEO da empresa, Leonardo Ladeira. Com isso, tudo passou a ser licitado eletronicamente pelas prefeituras, desde equipamentos de saúde e educação até materiais de limpeza e escritório e serviços de manutenção. As compras mediadas pela startup do DF cresceram ainda mais porque os prefeitos perceberam que, dessa forma, poderiam reduzir em até 25% o custo dos pregões, segundo Ladeira. Assim, a empresa passou a intermediar negócios que somam R$ 3 bilhões por mês. “O Portal de Compras Públicas cresceu muito, mas também ajudou as prefeituras a comprarem o que precisavam e os fornecedores a manter suas atividades funcionando na pandemia”, comemora o empreendedor brasiliense, que triplicou o volume de funcionários e está revendo as metas de longo prazo. “Já estamos com 80 funcionários e batemos as metas de 2023. Por isso, estamos redesenhando o planejamento estratégico. Queremos chegar a 1,5 mil municípios e oferecer novos serviços para os mais de 100 mil fornecedores que estão na nossa plataforma ainda neste ano”, adianta Ladeira.